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Nunca é demais lembrar o óbvio sobre onde estão as maiores vítimas do terrorismo. O medonho atentado jihadista no Sinai no domingo passado é mais um alerta de que uma religião não pode ser o alvo de uma cruzada antiterrorista quando seus seguidores são as vítimas em larga escala de fanáticos.

Uma faca na mão e uma ideia maligna na cabeça. O atentado de Londres comprovou mais uma vez que low tech, baixa tecnologia, pode causar alto impacto, além de mortes, infelizmente. No trocadilho infame, o terror tem a faca e o queijo na mão. O queijo no caso é esta capacidade de conseguir publicidade global para a causa. Obviamente, a maioria está contra o terror, mas basta a causa angariar mais alguns adeptos e está praticamente garantido que a violência deve continuar. Uma decisão desta coluna é não publicar close dos assassinos. Somos todos técnicos de terrorismo, assim como de futebol. Cada um irrompe no cenário com sua solução fulminante para o problema nesta área de irresponsabilidade extrema que é […]

Sim, claro que estamos com Londres, depois de mais um ataque terrorista. E o terror mexe com gente de fibra. Eu lembro a frase de Churchill na blitz nazista em 1940: “The spirit of the British nation and the tough fiber of the Londoners.” Mas, queria lembrar que Londres não está sozinha em outro sentido. Não vamos esquecer o atroz que recentemente assolou Cabul e Bagdá. Como lembrou o atual presidente americano, 95% das vítimas do terror são muçulmanos. E entre outras vítimas do terror, vamos lembrar também os dois valorosos homens que morreram em Portland, no estado americanos de Oregon, na defesa de duas mulheres muçulmanas atacadas por um supremacista branco islamofóbico.

Para gente islamofóbica, que a cada atentado terrorista faz questão de dizer bem-que-eu-avisei, qualquer grande salto de denúncia de violência jihadista no mundo islâmico será um pequeno passo ou meramente um passo em falso. Vamos saudar o grande salto de uma multinacional de telefonia celular, baseada no Kuwait, com seu comercial, repudiando o terror islâmico e promovendo a tolerância (tente ver aqui). O vídeo de três minutos de duração foi divulgado na sexta-feira passada para marcar o início do Ramadã, o mês de jejum dos muçulmanos, período para expressar piedade e autocontrole. O vídeo se tornou viral nas redes sociais. Milhões e milhões de visualizações do comercial. E devemos lembrar que a audiência de televisão explode no mundo árabe durante […]

Como impedir que supostos seres humanos matem serem humanos como a menina Saffie Roussos, de oito anos, uma das 22 vítimas fatais do atentado suicida esta semana em Manchester no concerto da cantora Ariana Grande? Terroristas estão empenhados em massacrar inocentes, embora os motivos específicos do assassino-suicida, Salman Abedi, um britânico de origem líbia, talvez nunca fiquem claros. Esta semana, a revista The Economist tem um bom editorial a respeito. Talvez o motivo esteja relacionado ao fato de Ariana Grande representar o que os jihadistas desprezam, uma mulher confiante, sexualmente liberada, que inspira adolescentes. Talvez seja uma compensação às derrotas do Estado Islâmico nos campos de batalha na Síria e Iraque. Mas, o ponto da The Economist é uma terceira […]

Como era de esperar, valentões da poltrona estão criticando Katty Kay, a âncora da BBC, que na terça-feira, horas, depois do ataque terrorista em Manchester, disse em entrevista a uma tv americana que europeus devem se habituar a terroristas matando suas famílias, pois é impossível erradicá-los totalmente. Katty Kay foi acusada de derrotista. Eu estou com Katty Kay, a realista. Não podemos criar falsas expectativas. E isso vale para qualquer desafio ingrato na vida pessoal e na sociedade. No entanto, não quero desgalhar a conversa. O foco é terrorismo. Podemos alvejar serviços de segurança sobre suas falhas na cascata de atentados nos últimos tempos na Europa, podemos ter um debate acalorado sobre como lidar com a religião islâmica e podemos […]

Adolescentes  (e seres humanos ainda mais jovens) aos montes curtindo um concerto em Manchester. São as vítimas preferenciais de uma tragédia, uma explosão destinada a causar o maior número possível de mortes, destinada a causar o maior impacto político. O terror não tem barreiras, não tem pudor, não tem fronteiras. O homem-b0mba x crianças e adolescentes. Combater o terror sem tréguas é preciso; ir ao próximo concerto é preciso; viver a nossa vida, é preciso.  

Amanhã, domingo, 11 de setembro, um marco histórico: 15 anos desde os atentados de 2001, três mil mortos em solo dos Estados Unidos. Será também mais um dia em uma longa guerra contra o terror, uma guerra que parece sem fim. Nos 25 anos seguintes ao final da Guerra do Vietnã nos anos 70 até o 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos raramente estiveram em guerra e quando acontecia ela era rápida, fulminante. Imagine, a primeira guerra do Golfo em 1991 durou 43 dias. No entanto, o país mais poderoso do mundo tem lutado dia a dia nos últimos 15 anos, algo sem precedentes na sua história, numa frente de combates que vai do subcontinente indiano ao norte […]

Um caminhão branco, dois quilômetros de sangue e pelo menos 84 mortos. Nice se preparou para impedir o terror no carnaval (o terceiro maior do mundo, depois do Rio e de Veneza), mas no meio do caminho apareceu um caminhão. Com nacionalidade franco-tunisiana, o terrorista-motorista Mohamed Lahouaiej Bouhlel tinha um histórico de violência e ficha criminal, mas não conhecidos laços jihadistas. Alguns metidos a engraçadinhos observam que chegou a hora de proibir caminhões ou carteira de motorista, em alusão a propostas corretas de controle de armas.  O terror sempre pode passar por cima dos inocentes, pode atropelá-los (nos atropelar), mas quanto mais difícil o acesso a armas, quem sabe seja menos pior.

Os piores temores se confirmam. De uma semana para cá, o grupo terrorista Estado Islâmico realizou atentados devastadores em Istambul, Dhaka e Bagdá. Na segunda-feira, foram dois ataques suicidas na Arábia Saudita. A onda medonha mostra que enquanto perde território no Siraque (Síria + Iraque), o grupo ganha terreno com ataques em escala global. O Estado Islâmico se mostrou capaz de conquistar território e proclamar o tal do califado. Agora, se mostra capaz de lançar ataques tão sofisticados como o movimento jihadista rival, a rede Al-Qaeda, da qual é uma mutação. Al-Qaeda nunca manteve um território, embora tenha santuários (o mais importante deles foi no Afeganistão, até a invasão liderada pelos EUA em 2001). Hábil no seu impacto midiático, o […]

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