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Donald Trump é o pirata que tomou de assalto o Partido Republicano. A rigor, ele lidera o PT, o Partido do Trump.  Mas, os reféns até agora não se insurgiram contra o corsário. Pelo contrário. Um estudo mostra que 212 dos 240 deputados da maioria republicana na Câmara estão integralmente com o novo presidente. Existe mais inquietação no Senado republicano, especialmente com a promíscua admiração que Trump nutre por Vladimir Putin e o amadorismo de sua gestão. O presidente, porém, não tem motivos para insultar ou tuitar contra suas excelências republicanas. E, de fato, muito da agenda do iconoclasta Trump está alinhada com a dos republicanos em menos impostos aos ricos, desprezo por mudanças climáticas e ofensiva contra a regulamentação. […]

Barack Obama é um sortudo. Já citei aqui a frase de Bill Clinton (por pudor deixo no original) que o atual presidente is luckier than a dog with two dicks. Sorte “pra cachoro” para Obama ter a oposição republicana que tem (dividida entre os conservadores e pré-históricos), basicamente obstrucionista. Basta ver o fiasco republicano no mais recente duelo fiscal que levou à paralisação parcial do governo e quase ao calote dos EUA. Hora do troco. As vantagens políticas que os democratas conseguiram com o fiasco republicano se evaporaram em questão de dias. O Obamacare é uma mina de ouro para os republicanos. Basta não fazer bobagem política das grandes como insistir que o plano de saúde seja meramente jogado no […]

As respostas sao difíceis. A parte mais fácil foi o presidente Barak Obama derrotar os republicanos, alguns eram fracos candidatos, outros eram congressistas alucinados. Foi assim contra John McCain em 2008 e foi assim em 2012 contra Mitt Romney. E agora foi a vez dos republicanos (os alucinados) apanharem no Congresso. Com suas folias que levaram à paralisação parcial do governo e à ameaça de calote, os extremistas do Tea Party deram uma mão aos democratas. Fizeram a exigência exorbitante para que Obama abrisse mão do seu plano de saúde. O presidente não cedeu e os republicanos se renderam. Vexame merecido. Agora, para Obama a questão é o que fazer com a vitória (melhor descrever a dinâmica como uma derrota […]

Há um anseio no Brasil: consolidar um genuíno partido de direita, solidamente conservador e competitivo, ou seja, em condições de assumir o poder, como acontece com partidos conservadores em outros países. Bacana, faz parte do jogo democrático e da necessária reciclagem política. Meu anseio aqui nos EUA é pela formação de um genuíno e sólido partido de extrema direita, ou seja, seria bacana que o Tea Party se desgarrasse do Partido Republicano. Aposto títulos do Tesouro americano que isto não vai acontecer. Mas, seria ideal para liberar os republicanos de tanta maluquice narcisista, encarnada em figuras como o senador Ted Cruz ou Sarah Palin, que teima nos protagonismos. Azar dos republicanos que vão precisar carregar esta bagagem, estas malas capazes […]

O Partido Republicano é uma grande tenda. Nela cabem setores que finalmente trabalham com alguma sanidade no que pode ser o início de uma nova e intrincada fase de negociações fiscais com os democratas na crise fiscal, após dias realmente aloprados, no espetáculo patrocinado pelo Tea Party, a ala do vai-ou-racha no partido, em nome da campanha maníaca para detonar o plano de saúde do governo, o Obamacare. Já nesta quinta-feira haverá uma conversa direta de importantes deputados republicanos com o presidente Obama, que também precisa de uma solução ao menos temporária para dar mais tempo para que sejam engatilhadas as intrincadas negociações. A sanidade republicana decorre da constatação do fiasco que foi investir na estratégia de vinculação direta do Obamacare […]

Vamos entrar levemente nos intestinos da política americana, em um exame clínico do que se passa dentro do Partido Republicano. O duelo fiscal em curso em Washington expôs com muita nitidez a guerra civil republicana entre os aguerridos teapartistas (seguidores do Tea Party, adeptos da política do vai-ou-racha) e os retraídos setores tradicionais, que estão sendo tragados por esta onda avassaladora dos radicais. O site Politico, devotado aos intestinos da política americana, foi até o Alabama, no Deep South, no Deep Red. Para quem ainda não sabe, os cafundós do sul americano são a sólida base dos vermelhos (os republicanos). E lá no Primeiro Distrito do Alabama, há uma eleição especial por uma vaga na Câmara dos Deputados (segundo turno das primárias republicanas […]

Que mundo é este? A Itália da esbórnia política dá lições de sensatez aos EUA. Dá para acreditar? A Roma das palhaçadas é exemplo de seriedade em comparação ao circo de Washington, com o Tea Party no centro do picadeiro. Lá na Itália, os conservadores com a cabeça no lugar se rebelaram contra Silvio Berlusconi, que tentou puxar o tapete do primeiro-ministro esquerdista Enrico Letta, à frente de um governo de coalizão, o que provocaria mais uma crise na terceira economia da zona do euro, ameaçando a frágil recuperação da região. Deputados e senadores disseram basta a Il Cavalieri. Houve uma insurreição no partido Povo da Liberdade (PDL), inclusive com o envolvimento de lugares-tenentes do ex-primeiro-ministro. Berlusconi arriscou uma cartada e […]

Com o espetáculo de disfunção em Washington, o duelo fiscal entre republicanos e democratas e a paralisia parcial do governo, o crédito americano está em jogo. Não se trata apenas de confiança econômica, especialmente se tivermos a grande batalha dentro de duas semanas sobre a elevação do teto da dívida, mas da determinação e da habilidade dos EUA para atuarem como um player global. As dúvidas valem, tanto para aliados, como para adversários da única superpotência do planeta. Para lembrar o óbvio, Vladimir Putin está fazendo a farra com o estrago americano. A nossa Dilma também. Quem diria. Neste tema, temos sacadas na mosca de Gerald Seib, do Wall Street Journal, sobre os perigos. Infelizmente, o texto é só para […]

Este duelo fiscal entre republicanos e democratas em Washington, que culminou na paralisação parcial do governo americano ao primeiro minuto da terça-feira, é apenas o prelúdio para grande batalha de outubro sobre a elevação do teto da dívida. Os dois lados não arredaram pé. O presidente democrata Barack Obama já com o andar de pato manco, ou seja, periclitante no exercício do mandato a três anos do seu final, ficaria simplesmente paralítico se cedesse ao que qualifica de chantagem do outro lado. De sua parte, os republicanos apostam na política de terra arrasada. Os republicanos vincularam questões rotineiras como o custeio das despesas de governo à detonação do plano de saúde, a marca registrada do governo Obama em política doméstica. […]

Lá vou de novo para a casca de banana, não para escorregar, mas para ver os EUA fazerem isto enquanto prossegue a contagem regressiva (o primeiro minuto de terça-feira) para a paralisação parcial do governo. Os republicanos perseveram levianamente com sua estratégia de terra arrasada: sem corte dos fundos ou adiamento do plano de saúde  (o Obamacare), nada de grana para várias operações de funcionamento do governo. Este duelo é apenas ensaio para a crise da pesada em meados de outubro envolvendo a elevação do teto da dívida. Barack Obama faz o que qualquer presidente responsável faz: nega-se a negociar nestes termos. Ele não pode se submeter à chantagem dos radicais do Tea Party, que tomaram os lideres republicanos (e […]

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