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O próprio Departamento de Justiça de Donald Trump acaba de confirmar que a Trump Tower nunca foi alvo de grampeamento pelo governo Obama durante a campanha presidencial de 2016. Em março, poucas semanas de sua posse, Trump tuitou a denúncia sem apresentar nenhuma evidência, conforme o seu modo de operação, ou seja, mentira, lorota, enganação. Além da mentira, o atual presidente, na ocasião, insultou diretamente o ex-presidente, outro modo de operação do seu patrimônio ético, Trump catapultou sua carreira política como um dos principais agentes do birtherismo. Por cinco anos a fio, disseminou a teoria conspiratória de que Obama não nascera nos EUA. Sem maior cerimônia, Trump no ano passado reconheceu que Obama é americano. Nunca, no entanto, ele pediu […]

Eu sei da contradição: como podemos chamar Donald Trump de mentiroso se ele não passa de uma pessoa alheia ao conceito de verdade ou mentira? Trump é um eficiente fabricante de estórias e de lorotas. A mesma pessoa que considera um trote democrata a história da interferência russa nas eleições do ano passado no sábado acusou o ex-presidente Obama de fazer pouco para impedir esta intrusão. Aqui é verdade: Obama não agiu com energia contra esta interferência para não parecer que estava intervindo a favor de Hillary Clinton (o engajamento de Putin era para beneficiar Trump). O fundamental foi o cálculo do ex-presidente de que não precisava agir, pois Hillary iria vencer a eleição. Obama errou, nada disso isenta Trump. […]

Mais cedo publiquei um texto (Onde estava Trump?) que levou muita paulada dentro da própria coluna, no Facebook e no Twitter. E desta vez não apenas dos suspeitos habituais. E lendo as críticas, concordo que meu texto está mal escrito e mal formulado, com o flanco aberto para o ataque óbvio: onde estava Obama? No final das contas, é isto que conta. As fotos medonhas de crianças vítimas da guerra civil foram tiradas quando Obama era presidente e não Trump. O poder significa responsabilidade. Meu ponto era fulminar a hipocrisia de Trump, só isso, mas reconheço que mereço ser fulminado por um texto frouxo. Já foi. Fica registrada minha autocrítica. Quem acompanha meu trabalho, sabe do meu esforço de transparência […]

Donald Trump não consegue demitir Barack Obama. Sua nova fúria tuiteira e conspiratória contra o ex-presidente é prova disso. Trump entrou na política como promotor-chefe do “birtherism”, a abilolação de que Obama não nascera nos EUA, e agora, como tuiteiro-chefe, acusa o ex-presidente de grampeador do seu telefone na época da campanha eleitoral. As vantagens políticas são óbvias, embora o preço seja a comprovação de quão nefasto e doentio o presidente é. Obama ainda enfurece bastante a base republicana e existe o plus de desviar a atenção. As cascatas de Trump nos distraem de suas cascatas de escândalos. Sempre chama a atenção esta dinâmica entre Trump e Obama. Era preciso ser muito crédulo para acreditar que o atual presidente iria […]

Como o capitão Renault no filme Casablanca, Donald Trump está chocado, chocado com a disseminação de notícias falsas, como a divulgação do tal dossiê que os russos teriam informações comprometedoras sobre o presidente-eleito dos EUA. É aquilo que no país do ex-coronel da KGB, Vladimir Putin, é conhecido como kompromat. No caso deste tal dossiê, rocambolesco, rocambolesco. Trump, na verdade, está apoplético, apoplético e aproveita para demonizar um pouco mais a imprensa e a comunidade de inteligência. No entanto, o presidente-eleito estava tomando do seu próprio veneno. Afinal, ele passou anos a fio propagando a baboseira de que a certidão de nascimento do presidente Barack Obama era falsa. O mesmo Trump que se indigna com o lixo fabricado por fontes […]

Em menos de duas semanas, o cidadão Barack Obama irá integrar o seleto clube de ex-presidentes americanos. Agora na terça-feira, ele fará seu discurso de despedida em Chicago, basicamente para enaltecer seu próprio legado. Aqui, nos próximos dias, teremos mais oportunidades para falar deste legado, mas agora aproveito o gancho para enfatizar um ponto decepcionante de Obama. Decepcionante justamente por ter sido uma área de expectativas messiânicas: Obama faria milagres como “grande comunicador”. E no final das contas, seu desempenho foi sofrivel. Semanas antes de sua posse em 20 de janeiro de 2009, Obama e sua equipe fizeram uma escolha que eu considero fatal sobre como “vender” seu governo ao país. Era um momento dramático (muito mais do que agora […]

Nesta segunda-feira, temos eleição presidencial americana. Isto mesmo, é a formalidade do Colégío Eleitoral, em que 538 pessoas escolhem Donald Trump ou Hillary Clinton com base nos eleitores que eles amealharam em cada estado em 8 de novembro. O Colégio Eleitoral é aquilo que o presidente Obama descreveu na semana passada como um “vestígio”, um compromisso alcançado pelos fundadores da pátria entre os que queriam que o Congresso escolhesse o presidente e os que favoreciam o voto popular. Os 538 eleitores nesta segunda-feira equivalem ao número de representantes de cada estado na Câmara e Senado, mais 3 de Washington, o distrito federal. Em 8 de novembro, Trump venceu Hillary Clinton por 306 a 232 no Colégio Eleitoral e pela quarta […]

Na última entrevista coletiva de Obama, a sombra da tragédia síria. Presidente se sente “responsável”, mas lembrando o sangue nas mãos de Assad e aliados (Putin, aiatolás iranianos e Hezbollah). Síria será irremovível mancha estratégica (ao fixar a tal da linha vermelha para o ditador) e moral no legado de Obama, confirmando como foi ridículo o seu Nobel da Paz. Em janeiro, claro, escreverei com mais detalhes sobre a era Obama, mas seu prontuário doméstico bem melhor do que o externo. Isto, porém, foi insuficiente para engatar Hillary Clinton e frear a demagogia de Donald Trump.

São dias intensos, ansiosos e aflitos nos Estados Unidos da América. A violência de uma semana para cá envolvendo a morte de negros por policiais brancos e a chacina de policiais por um solitário pistoleiro negro mais uma vez coloca em xeque a unidade de uma nação. Ativistas negros são vistos com suspeita e policiais brancos vivem o papel duplo de vilão e de vítima. Como eu escrevi em coluna na semana passada, na sequência das tragédias em Baton Rouge, St.Paul e Dallas, o tecido social e político está sendo rasgado nos Estados Unidos por estes desafios. E tudo isto acontece exatamente uma semana antes da convenção presidencial dos republicanos que supostamente deve coroar Donald Trump candidato. Na sequência, será […]

http://jovempan.uol.com.br/opiniao-jovem-pan/comentaristas/caio-blinder/caio-blinder-presidentes-de-cada-pais.html

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