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Dilma Rousseff está em Nova York.  E qual é a maior importância para ela desta viagem centrada em reuniões na ONU? Simples: não estar no Brasil. Há discurso para lá e há discurso também para lá sobre metas para 2030 (emissões de gases do efeito estufa) ou de prazo indeterminado (reforma do Conselho de Segurança da ONU). Tudo vale no esforço que trafega entre o desesperado e o patético para o governo vender uma agenda positiva e de protagonismo internacional. Claro que as metas são válidas e dignas de serem debatidas pelas regras convencionais do jornalismo. No entanto, este não é um momento convencional no Brasil. Como Dilma pode falar de metas para 2030 quando sequer consegue improvisar um plano […]

Serão discursos e mais discursos na abertura de mais uma assembleia-geral da ONU nesta segunda-feira na babel de Nova York. Salvo alguma pedalada em dilmês (que significa a “disruptura” da língua portuguesa) sobre a necessidade de diálogo com os terroristas do Estado Islâmico, Dilma Rousseff, como quase qualquer um no pódio, falará alguma coisa humanamente sensata que o mundo não deve negligenciar os refugiados, especialmente os sírios. E em português claro, eu faço minhas as palavras do editorial corrente da revista The Economist: esta massa de refugiados do Oriente Médio rumo à Europa nos leva apenas a uma conclusão: não importa o que a Europa faça nas suas fronteiras, a crise não vai terminar até que pare a guerra civil […]

Para os desavisados, a manchete acima não se refere a índices de rejeição da presidente. Está aí a pesquisa CNT-MDA estampando 70,9%. E 60% dos brasileiros são favor do impeachment de Dilma Rousseff. Os avisados sabem do monitoramento que o Instituto Blinder & Blainder faz dos relatórios da empresa de consultoria americana Eurasia, uma referência para investidores e analistas. Apesar do agravamento da “crisezinha” (expressão do vice-presidente Michel Temer), a Eurasia mantém em 30% a probabilidade de impeachment de Dilma. Vale relembrar que nos critérios da Eurasia, esta é uma probabilidade alta e a consultoria levou um tempão para o ugrade de 20% para 30%. Na sua análise, a Eurasia destaca que a remoção da rainha Dilma I do cargo […]

O que é pouco dura pouco. Leitores leais da coluna acompanharam a série Dilma 20%. Como alertei no começo, não é pagamento de comissão ou, no jargão mais recente, pixuleco para a presidente. Trata-se da probabilidade de Dilma Rousseff não terminar o mandato, nos cáculos da consultoria de risco Eurasia. No Brasil desgovernado, mudança de rumo. A Eurasia acaba de reajustar a probabilidade para 30%. A gente competente da Eurasia sofre todo tipo de ataque especulativo. Quando seus gurus cravaram os 20%, alguns leitores fulminaram que a consultoria é mansa, até chapa branca. Agora que eles elevaram a probabilidade, quem sabe apareça leitor achando que a Eurasia aderiu ao tsunami golpista. Conforme o relatório da Eurasia, a especulação sobre a […]

O Brasil, em que as palavras frequentes esta semana são do noticiário policial como delação e extorsão, me inspirou para cravar o título da coluna desta quarta-feira. A viagem da presidente Dilma Rousseff aos EUA é um flagrante (opa, outra palavra policial) do assalto da realidade da qual ela foi vítima. Para ficar preso nas conclusões insuspeitas, este é um governo agora desesperado para atrair investidores estrangeiros depois dos crimes econômicos que praticou e das mentiras disparadas na campanha eleitoral de 2014. Dilma agora se curva às elites neoliberais que achincalhava no ano passado. Acabaram as bravatas sobre as lições que o Brasil emergente pode dar ao decadentes impérios. A visita de Dilma a Washington não selou acordos espetaculares, mas […]

A vantagem de acompanhar declarações da presidente Dilma Rousseff pela CNN é escutar a tradução em inglês, o que machuca menos o ouvido do que o original em dilmês. Agora no começo da tarde, diante da imprensa, ao lado de Barack Obama, na Casa Branca, a presidente despejou um monte de cifras em dilmês sobre perspectivas comerciais de investimentos americanos no Brasil, além da defesa habitual da lisura do seu governo. A historiadora especialista em Inconfidência Mineira disse que este negócio de delação é um “tanto Idade Média”. Obama, é claro, falou em charmês e foi bom anfitrião para quem estava ali na sua casa, ressaltando inclusive os sacrifícios pessoais da presidente (tradução: tortura) na luta contra a ditadura militar. […]

Foi uma segunda-feira em Nova York de encontros com pesos-pesados das finanças e do mundo industrial dos EUA para garantir compromisso com o ajuste fiscal, discurso em seminário para convencer investidores a apostarem na infraestrutura brasileira e bate-papo com o mago geopolítico Henry Kissinger. Depois a viagem para Washington, com visita ao memorial de Martin Luther King e jantar na Casa Branca oferecido por Barack Obama. Nesta terça-feira, mais do mesmo. Dilma Roussef vai aos EUA no esforço para exibir gravitas, ou seja, uma alta seriedade de propósitos. Tenta provar que o Brasil vale mais do que a República do Pixuleco do delator que a presidente não respeita, pois o considera versão moderna de Joaquim Silvério dos Reis. Ela quer […]

Barack Obama e Dilma Rousseff jantam nesta segunda-feira na Casa Branca e na terça-feira haverá reunião de trabalho. Ótimo jantar e bons negócios. Falo isso sabendo de todas as dificuldades objetivas, do desconforto que este governo da República do Pixuleco significa para mim pessoalmente e com o noticiário sobre o Brasil mais para página policial do que de geopolítica ou de negócios. No entanto, torço pelo Brasil. Espero que nesta ofensiva desesperada, o governo consiga atrair investimentos estrangeiros e de fato recalibre seus laços com o parceiro tradicional. Eu quero o Brasil no lado certo da história, sem discurseira antiamericana chulé. Eu quero o Brasil integrado com os setores de ponta da economia global. Tudo bem exportar commodities para a […]

Dilma Rousseff está nos EUA, aqui em Nova York. Ela embarcou sábado com atraso, pois precisou ter uma reunião de emergência lá na República do Pixuleco, envolvendo algumas questões de financiamento de campanha eleitoral. Na verdade, a viagem é realizada com atraso, pois a presidente estava indignada com as revelações de que era espionada pelos ianques e cancelou a visita de estado programada para outubro de 2013. Bons tempos aqueles para a presidente da República do Pixuleco. Hoje seu governo está em estado comatoso. Nada contra as razões de estado para a viagem, o esforço para dar uma recalibrada nas relações com os EUA e o encontro na Casa Branca com Barack Obama, mas sabemos que depois do cancelamento em […]

Dilma Rousseff chega neste domingo aos EUA. Na terça-feira, ela vai se encontrar com Barack Obama com atraso de quase dois anos, pois a visita de estado foi cancelada em 2013 devido às revelações de Edward Snowden de que os americanos espionavam a presidente brasileira. Muita indignação! Grampos passados. Dilma quer consertar as relações com Washington e durante a viagem ela pode dar  uma espiada na recém-publicada pesquisa do Centro Pew, confirmando como o mundo e em particular os brasileiros gostam dos EUA e de Barack Obama. Antiamericanismo é um produto surrado e contraproducente. Na pesquisa feita em 40 países, desgosto popular com os americanos apenas em um punhado deles, a destacar a Rússia de Vladimir Putin, onde apenas 15% […]

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