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Algumas horas em São Paulo e dá para sentir o rojão do jogo Lu-Bol, Lula x Bolsonaro. Difícil encontrar o meio-de-campo no falatório, embora em São Paulo ainda há quem diga que cante o tucano Alckmin. Incrível sentir a fulminante decepção com Dória. No entanto, vamos deixar de lado a intensidade chuchu e esquecer a ração doriana. O que tem gosto mesmo é este jogo pelas extremas de Lula x Bolsonaro nos papos com os uberistas (não peguei taxista), com os populares e até com as moças do Dr. Feet, onde bato ponto para o pedicure e manicure (Mr. Blinder é metrosexual). Mr Blinder aproveitou a rápida passagem pela terra natal para festejar o sexagenário de um dos queridos amigos […]

Quando o Brasil é manchete internacional por estes dias não é notícia boa. Vamos lá, ou melhor dizendo, aqui fora, no mundo. Worldcrunch é um dos meus sites favoritos. Baseado em Paris, sua missão é fazer uma compilação diária, com tradução para o inglês, de textos de jornais de todas as partes do mundo sobre justamente o que está acontecendo no mundo. Todo começo de manhã eu passo os olhos nesta agregador de textos, mas o aperitivo do Worldcrunch é um texto cozinhado realmente em casa sobre um assunto internacional que o site quer destacar. Raro que seja o Brasil e quando isso acontece nenhum motivo para se ufanar, na verdade, motivo para chafurdar. Na terça-feira, o Brasil foi destaque […]

Eu sempre busco o silver lining, o lado bom da vida, um motivo de esperança ou ao menos de consolo. Eu e a “torcida do Flamengo” achamos mais um: aquele 7 x 1 contra a Alemanha não foi o placar mais humilhante, mais vergonhoso, mais desalentador para o escrete canarinho. Teve agora o 4 x 3. Desta vez podemos culpar o juiz (juízes) pelo inominável. No entanto, só o juiz? Existe algo na essência do jogo brasileiro que permite este tipo de desempenho, de resultado, de roubalheira. Não basta apenas xingar o juiz. Existe algo de errado na nossa maneira de jogar e vamos ver se iremos apenas tocar a bola.

Não estou aqui para falar da crise das mesóclises do país do presidente (sic) Michel Temer. Meu tema é a profusão de verbos nesta crise. Dei uma rastreada na imprensa estrangeira para ver como ela explica o verbo temerisar. A opção do New York Times e do Financial Times é pelo uso de “endossar” a compra do silêncio de Eduardo Cunha. O Wall Street Journal prefere o mais ousado “encorajar” Gostei da agência Bloomberg. Temer é um cardeal da velha política brasileira. Assim, parece pertinente o “abençoar”. God bless Brasil.  

Ótimas notícias para o Brasil. O presidente Michel Temer foi o quarto dirigente latino-americano a conversar com Donald Trump desde a posse do homem em 20 de janeiro. Os dois conversaram no sábado à tarde por telefone enquanto Trump passa mais um fim de semana em uma das sedes do seu governo, o seu resort na Flórida. Ser o quarto, depois da Argentina, Colombia e Peru (com Pedro Pablo Kuczynski, papo ao vivo na Casa Branca), mostra um desinteresse de Trump em insultar ou criar caso com mais um país aliado dos EUA, como tem sido a praxe. O estrago dos últimas dias já fora de bom tamanho no encontro de Trump com Angela Merkel, que por default é a […]

É preciso coragem para defender Michel Temer. A Economist já fez coisa mais ousada, como pegar o foguete milagreiro da era lulista na sua antológica capa Cristo Redentor de 2009. No entanto, lá está esta semana um artigo-entrevista que segue viagem com o presidente (não para o supermercado para checar preços). O texto começa com as ressalvas da era Temer: a pior recessão da história brasileira, os associados mais íntimos embrulhados nos escândalos de corrupção, a anêmica taxa de aprovação e o mero fato de que para tantos brasileiros ele é um presidente ilegítimo. No entanto, o repórter da revista diz que Temer parecia tudo menos acuado durante a entrevista no Palácio do Planalto. Quem, diria, um Temer combativo. Até […]

Cá estou de volta de curtas férias, ainda enferrujado, e no clima já de infeliz ano velho. Não vou falar de Manaus. Vou me concentrar na selva geopolítica global, minha obsessão jornalística. Nunca fui chegado em retrospectivas e perspectivas, mas apesar da overdose que persistiu até dia atrás, preciso investir no tema na minha entradeira de 2017. Faz sentido uma perspectiva, pois este é um ano que promete, a destacar obviamente a posse em menos de duas semanas de Donald Trump. E de cara, eu recorro aos gurus da consultoria de risco Eurasia sobre os 10 principais riscos de 2017. E qual é o título do relatório? Bem-vindo à recessão geopolítica. O primeiro risco obviamente envolve Mr.Trump, sinônimo de expressões […]

Ainda devo elaborar sobre a trolha da Economist sobre o mundo em 2017 (no good, no good neste planeta Trump e seus satélites). Mas, vamos apenas à parte que toca ao Brasil no universo. Será um ano de modesta expansão econômica (1%) e, no texto em inglês o trocadilho em português, infame como a situação política do país, a revista diz que o presidente tem motivos para ficar temer-oso, pois ainda pode ser pego pela Operação Lava Jato.

Dia histórico nesta terça-feira na Assembleia-Geral das Nações Unidas (a de número 71). Com a palavra, Michel Temer, o presidente do Brasil. Não, o fato histórico obviamente não é o cumprimento do ritual de um mandatário brasileiro iniciar a discurseira solene (seguido pelo americano), mas a mera volta do decoro. Foram 13 anos constrangedores de ladainha lulopetista na tribuna em nome do Brasil. Primeiro, foram os rompantes de Lula. Havia uma curiosidade antropológica sobre o primeiro presidente metalúrgico do Brasil e sua patacoada de que “nunca na história deste país”. De fato, nunca se construíra uma máquina tão industrializada de corrupção, nunca se vira tanta fome organizada para roubar (papo contra fome marcou a aparição de Lula na ONU). Ah, […]

O presidente Michael Temer chega neste domingo a Nova York para participar da assembleia geral da ONU. Temer quer “reposicionar” a imagem do Brasil, no jargão do Itamaraty, depois da era lulopetista. Boa sorte, mas ao menos a imagem do Brasil no exterior não pode piorar neste segundo semestre. E sabem por quê? Foi terrível no primeiro semestre. Eu sempre bato ponto nos relatórios da empresa Imagem Corporativa, um raio x de como a imprensa e os analistas estrangeiros examinam o Brasil. E este relatório sobre o período de janeiro a junho tem o título ilustrativo de Terra em Transe, com o impeachment de Dilma Rousseff praticamente monopolizando as atenções externas em relação ao Brasil. Sim, era terra em transe […]

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